Dubladores

Álvaro Aguiar


Arquivo de Som:

 
Xerife Aaron Whitaker (David Janssen) em A Noite do Lobo


 

Biografia:

 
Álvaro Aguiar foi um dublador Carioca.
 
Álvaro Aguiar nasceu em 12 de maio de 1917 em Três Rios, Rio de Janeiro.

 

Nota da Revista A Scena Muda de 1949

 

Nascido em família de classe média-alta, com o pai como dono de bares e barbearias, Álvaro não teve muitos preocupações na infância, vivendo-a de forma plena.

 

Escola Condessa do Rio Novo

 

Na pré-adolescência, foi inscrito no Grupo Escolar Condessa do Rio Novo, mas ele não se interessava muito. Um tempo depois, em uma festa do grupo, Álvaro aparece de casaca e cartola para cantar, mas o espetáculo de comédia que estava sendo apresentado nessa peça, sofreu uma baixa, e pediram para Álvaro substituir a integrante que faltava. Lhe vestiram com saia, avental, sapato de salto alto e uma bandeja, e ele tinha que entrar dizendo: "Patroa, aqui está o chá." Só que na hora que entrou em cena, tropeçou nos sapatos, e virou a bandeja na cabeça dos artistas, dizendo: "Cuidado, patroa! Olha o chá!" Seu início já começa envolvido pela comédia, fator esse que se repete outras vezes em sua vida, também momentos que se tornariam importantes em sua vida.

 

Teatro Viriato Corrêa em 2012

 

Aos 20 anos de idade, fundou uma companhia entre amigos, chamada Viriato Corrêa (posteriormente chamada de GATVC - Grupo de Amadores Teatrais Viriato Corrêa), em homenagem ao governador de mesmo nome que cedeu o espaço.

 

Viriato Corrêa

 

A primeira peça da companhia foi escrita pelo próprio Viriato, chamada Zuzu, ao lado do autor da peça e de sua irmã Adde.

 

Com o desandar dos negócios de seu pai, Álvaro é orientado por seu pai a ir tentar a vida no Rio de Janeiro, dando-lhe uma quantia em dinheiro que o sustentaria por 2 meses, tempo de encontrar emprego, mas gastou boa parte do dinheiro em bares pela cidade. Mas com a ajuda de seu pai, arranjou emprego de ferroviário na Central do Brasil. Com o tempo, seu salário foi ficando menor, e com isso foi tendo pequenos trabalhos, entre eles no escritório da empresa Hollerith, trabalhando até as 2 da manhã, e depois sendo enrolador de filmes no Cinema Metrópoles, na Av. Rio Branco.

 

Outro de seus episódios engraçados aconteceu em 1939, quando conheceu sua esposa, Helena. Álvaro namorava com uma menina grudenta, e ele não aguentava mais esse tipo de relacionamento. Um belo dia, ambos foram em uma festa, e Álvaro fez sinal do outro lado do salão para ela, mostrando que iria tirá-la pra dançar. Quando chegou lá, tirou outra mulher do lado dela pra dançar, fazendo sua namorada nunca mais falar com ele. Essa moça que ele tirou pra dançar era Helena, que viria a ser sua futura esposa anos depois.

 

Alguns anos depois em 1941, conseguiu sua primeira chance no rádio, ao frequentar assiduamente o programa Hora do Ensaio, de Barbosa Júnior no auditório da Rádio Nacional. Um dia, faltou um inscrito, e Álvaro ofereceu-se para substituí-lo. O programa trazia competição de casais, e Álvaro fez par com uma moça, sendo treinado por Celso Guimarães rapidamente para sua aparição. Ganhou em primeiro lugar, recebendo 25 cruzeiros e uma dúzia de sabonetes. Ganhou tantas vezes esse programa, que vendia, e chegou até a fazer encomendas dos sabonetes que ganhava para seus amigos da Central do Brasil.

 

A verdadeira estréia de Álvaro foi um tempo depois por volta de 1943, sendo convidado pela secretária de Átila Nunes da Rádio Educadora, para participar da Hora da Peneira. Álvaro ficou feliz e surpreso, pois não esperava ser chamada, ainda mais sem ter feito teste algum. A secretária de Átila confundiu os Álvaros, levantando a ficha dos aprovados e calouros, e chamou o Álvaro Aguiar por engano. Átila aproveitou e testou Álvaro, pedindo-lhe que lesse um texto, e logo em seguida deu o papel de galã a ele na peça que se desenrolara em seu programa, e foi assim que Álvaro entrou para o mundo do rádio.

 

Na emissora, participou de inúmeros trabalhos, entre eles no programa Trindades de Portugal, que apresentava novelas. Entre as novelas que interpretou, está Manuscrito Materno, de Perez Escrich, direção de Joaquim Vidinhas, e ao lado de Átila Nunes, Sores Pereira, José Viana e Arlete Machado.

 

Álvaro, Esposa e Filhos em 1953

 

Em 12 de Maio de 1943, casa-se com Helena, e no final da década de 1940, nascem seus 2 únicos filhos.

 

Em 1945, largou a carreira ferroviária para se dedicar exclusivamente ao rádio. Na época fazia na Rádio Clube do Brasil a novela A Família Borges, e como ganhava bem, não tinha mais necessidade de trabalhar na Central do Brasil. O problema é que o mundo estava em plena segunda guerra mundial, e sua saída seria encarada como deserção, e ele seria punido. Então foi conversar com o diretor da empresa, Alencastro Guimarães, futuro senador, que deu-lhe licença para trabalhar no rádio, tendo tempos depois saído oficialmente da empresa.

 

Vanda Lacerda, Mary Gonçalves, Mário Brasini e Álvaro Aguiar em Vidas Solitárias em 1945

 

No mesmo ano, estréia em seu primeiro longa-metragem, Vidas Solitárias, convidado por Mário Brasini, com direção de Moacyr Fenelon na Atlantida, ao lado de Mário Bassini, Vanda Lacerda, mary Gonçalves, Restier Júnior e Milton Carneiro.

 

Em 1946, Álvaro vai para a Rádio Globo, no qual fica 2 anos. Nessa época conhece Bibi Ferreira, que o chama para atuar na peça "Os Amores de Sinhazinha", ensaiada por Mme. Morineau, que o convida mais tarde para ingressar em sua companhia de teatro, atuando nas peças Frenesi, Mademoiselle, Elizabeth da Inglaterra, e Duas Mulheres.

 

Paulo Porto, Mary Gonçalves, Lourdinha Bittencourt e Álvaro Aguiar em Asas do Brasil em 1947

 

Em 1947, estréia em outro clássico da Atlântida, Asas do Brasil, interpretando o Tenente Armando, ao lado de Celso Guimarães, Mary Gonçalves, Paulo Porto, Duce Martins e Oscarito. Segundo Álvaro, esse personagem foi um de seus preferidos no cinema.

 

Em 1948, vai para o departamento de cultura da Rádio Guanabara, e meses depois vai para a Rádio Nacional, aonde segue longa carreira. Um de seus primeiros programas foi Aventuras do Anjo, aonde Álvaro fazia o protagonista, e que depois escrevera e dirigira. Por se tornar famoso com o personagem, ficou conhecido como Anjo pelos colegas. Esse foi o seu primeiro grande sucesso no rádio. Também ficou conhecido na ocasião por seu personagem, o palhaço Angelito, na novela de Carlos Gutemberg, A Última Gargalhada, o personagem Jovino, na novela Também Há Flores no Céu em 1950, e Padre Castilho em Noite Escura em 1950, entre outros.

 

Álvaro Aguiar e Maria Cristina em O Noivo de Minha Mulher em 1950

 

Entre 1949 e 1952, estreou em diversos filmes da Atlântida, como O Homem Que Passa em 1949, ao lado de Rodolfo Mayer e Lourdinha Bittencourt, Dominó Negro em 1949, ao lado da cantora Elvira Pagã e de Paulo Porto, O Noivo de Minha Mulher em 1950, ao lado de Orlando Villar e Maria Cristina, A Inconveniência de Ser Esposa em 1950, ao lado de Flávio Cordeiro e Luiz Delfino, e Bruma da Vida em 1952, Ao lado de Graça Mello e Mara Rúbia.

 

Edmundo, Black-Out, Álvaro Aguiar, Nélio Pinheiro e outro jogador jogando no time de Futebol da Rádio Nacional em 1950

 

Na década de 1950 era comum empresas montarem times de futebol para lazer aos finais de semana, e a Rádio Nacional não era diferente. O time de futebol da emissora, comandado William Fassal, trazia muitos de seus astros para o campo, em campeonatos com outras rádios. Álvaro esteve algumas vezes nesses campeonatos.

 

Oranice Franco e Álvaro Aguiar conversando sobre o programa em 1955

 

Por volta de 1953, fez outro de seus famosos personagem no rádio, o Tio Janjão. Nome esse criado pela rádioatriz Isis de Oliveira para o programa de Oranice Franco. O programa consistia na leitura e interpretação das histórias, leitura essa feita por Álvaro, acompanhado do elenco da emissora, entre eles os comediantes, que tinha facilidade de mudança de voz, e assim interpretando da melhor forma crianças, animais e outros personagens do universo das histórias infantis.

 

Disco do Tio Janjão lançado em 1956

 

Com o sucesso do programa, Álvaro lança um disco em 1956 com algumas das historinhas que contava no programa.

 

Álvaro e Seus Filhos em 1953

 

Álvaro também ficou muito marcado pelas viagens que fazia pelo Brasil em suas férias, se apresentando em teatros e tv's pelo país, para se aproximar mais de seus ouvintes. Começou essa prática em 1950, tendo viajado no início com diversos atores e atrizes, entre eles Henriqueta Brieba e Alvaro Diniz, e até Daisy Lúcidi. Passou por estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas, Bahia, e muitos outros estados.

 

Álvaro Aguiar como Caifás em Paixão de Cristo em 1956

 

Em 1956, participou de outro marco do Rádio, a peça teatro Paixão de Cristo, ao lado de Mafra Junior, Castro Gonzaga, Cahuê Filho, Domício Costa, Isis de Oliveira, Roberto Faissal, Mário Lago e grande elenco. Álvaro interpreta Caifás na peça.

 

Dona Marcelina, avó de Álvaro, e Álvaro Aguiar em 1956

 

No mesmo ano foi notícia na Revista do Rádio, sua avó, dona Marcelina Alves Chaves, completara 100 anos de idade, e Álvaro e a família foram comemorar seu aniversário. Na época era muito difícil alguém chegar a essa idade, por isso a foto de Álvaro com sua avó acabou ilustrando uma página na revista, foto essa intitulada de A Foto da Semana.

 

Em 1958, participa na Tv Tupi do programa de Jaci Campos, Câmera Um, ao lado de Carlos Duval, Roberto Duval, Araci Cardoso, Alberto Perez, Iara Cortez, Daniel Filho, Norma de Andrade e outros, interpretando suas passagens mais marcantes nas peças dirigidas por Jaci no canal, aonde atuou anteriormente.

 

1959, atua na novela de Gastão Pereira da Silva, Alvorada, ao lado de Carmem Lídia e Neuza Tavares. Ao final da mesma e no mesmo ano, estréia em seu lugar, Aventuras em Marrocos, original de Edgard Wallace, e escrita por Gastão Pereira da Silva, e dirigida por Álvaro, mostrando outro dos dotes do ator. Atuam na novela Dulce Martins, Castro Viana, Iara Sales e Rafael de Almeida.

 

Também em 1959, esteve na novela de castro Gonzaga, Maria Farrel, ao lado de Domício Costa, Isis de Oliveira e Mário Lago.

 

Álvaro Aguiar em 1959

 

Ainda em 1959, lança uma revista chamado Aventuras do Anjo, aonde conta histórias do famoso personagem do rádio brasileiro, o qual o interpreta há 11 anos. Também em 1959, ganha o título de Cidadão Carioca.

 

E pra finalizar o ano de 1959, Álvaro ganha no final do mesmo o prêmio de melhor rádioator do país, ao lado de Ida Gomes que ganhou o prêmio de melhor rádioatriz do país.

 

Em 1960, começa a atuar em peças de teatro no programa Stúdio A na Tv Rio. Entre elas está A Pele de Onagro, de Balzac, adaptado por Moisés Veltman, ao lado de Mário Lago, Castro Gonzaga, Edmundo Maia, Sérgio de Oliveira e Aury Cahê, Antônio Patiño, Domingos Martins, entre outros, A Gramática, ao lado de Cláudio Corrêa e Castro e Dulce Martins, Eva Tudor, Antônio Patiño, entre outros, e A Cinderela, ao lado de Eva Tudor, Sebastião Vasconcelos, Elza Gomes, Dulce Martins, Antônio Patinõ, entre outros.

 

Em 1961, estreou no filme Teus Olhos Castanhos, ao lado de ao lado de Aracy Cardoso, Elizabeth Gaspar, Francisco José, Nair Amorim, Luiz Delfino, Roberto Maya, Ênio Santos, entre outros.

 

Em 1962, realiza 2 filmes nos estúdios Herbert Richers, Os Cosmonautas, ao lado de Almeidinha, Neide Aparecida, Brigitte Balir, Paulo Copacabana, Dilma Cunha, Billy Davis, Ronald Golias, Wilson Grey, entre outros, e o famoso O Assalto Ao Trem Pagador, ao lado de Eliezer Gomes, Reginaldo Faria, Jorge Dória, Dirce Migliaccio, Miguel Rosenberg, Grande Otelo, entre outros

 

Em 1963, ao lado de Agildo Ribeiro, Jorge Dória, Íris Bruzzi e grande elenco, atua no filme Crime no Sacopã.

 

Em 1963, também estréia no teatro, na peça Os Sábios Se Divertem, pela companhia Dulcina-Odilon, ao lado de Dulcina de Moraes. Autoria de Claude Magnier, e direção de Luis de Lima. A peça estreou no Teatro Dulcina.

 

Nota da Revista do Rádio de 1964

 

Em 1964, Álvaro é contratado pela Tv Rio. Ele já havia atuado na emissora, mas nunca com um contrato. Ele é contratado junto com Neide Pavani, Sônia de Moraes e Darci de Souza.

 

No mesmo ano que estreou no canal, pouco tempo depois ingressa também na emissora, Dercy Gonçalves, vinda da Tv Excelsior de São Paulo. Estréia em um teleteatro ao lado de Álvaro, e de Laura Suarez, Oscar Felipe, Araci Cardoso, entre outros.

 

Sara Montiel, Marc Michel, Fosco Giachetti, Carlos Alberto, Grande Otelo e grande elenco estão com Álvaro no filme Samba em 1965, pela Condor Filmes.

 

Maria Cristina, Álvaro Aguiar e Elenco em Música, Divina Música em 1966

 

Em 1966 estreou no Teatro Carlos Gomes a peça Música, Divina Música, ao lado de Maria Cristina, Maria Henriques, Renato Consorte, Ana Maria Nabuco, Djenane Machado, entre outros.

 

Também em 1966, Álvaro assume a direção de diálogos da Tv Rio, uma espécie de diretor geral da emissora, que fica responsável de analisar e aceitar o que vai pro ar.

 

Em 1967 estréia em outro filme da Condor Filmes, chamado El Justicero, ao lado de Arduíno Colassanti, Adriana Prieto, Márcia Rodrigues, Emmanuel Cavalcanti, entre outros. No mesmo ano atua no filme Terra em Trande, escrito e dirigido por Glauber Rocha, ao lado de Jardel Filho, Glauce Rocha, José Lewgoy, Paulo Autran, Paulo Gracindo, Francisco Milani, Hugo Carvana, Jofre Soares, Paulo César Pereiro, entre outros.

 

Ainda em 1967, começa a ser escrita uma outra página na carreira de Álvaro, sua história na Rede Globo. Estréia na novela A Sombra de Rebeca, de de Glória Magadan, dirigida por Henrique Martins, inspirada na ópera Madame Butterfly, de Giacomo Puccini e no romance Rebecca, de Daphne du Maurier. Atuou ao lado de Neuza maria, Carlos Alberto, Yoná Magalhães, Mário Lago, Miriam Pires, Norma Bengell, Ênio Santos, Luiz Orioni e grande elenco.

 

No ano seguinte atuou em 2 novelas, Demian, O Justiceiro, de Glória Magadan, com direção de Daniel Filho, ao lado de Carlos Alberto, Yoná Magalhães, Mário Lago, Diana Morel, Marieta Severo, Paulo Gracindo, Cláudio Cavalcanti, entre outros, e Passo dos Ventos, de  Janete Clair, com direlão de Régis Cardoso, ao lado de Glória Menezes, Carlos Alberto, Theresa Amayo, Joana Fomm, Mário Lago, Glauce Rocha, entre outros.

 

Também em 1968, As Três Mulheres de Casanova, de autoria e direção de Victor Lima, ao lado de Jardel Filho, Luís Delfino, Costinha, entre outros.

 

Álvaro Aguiar e Neuza Amaral em Véu de Noiva em 1969

 

Em 1969, estreou na novela Véu de Noiva, considerada a novela divisora de águas no estilo de dramaturgia que era feito, mais ligado ao estilo antigo das novelas brasileiras, sendo essa com um formato diferente. Novela de Janete Clair e  com direção de Daniel Filho, ela contava com atores como Regina Duarte, Cláudio Marzo, Betty Faria, Cláudio Cavalcanti, José Augusto Branco, Ênio Santos, Ana Ariel e grande elenco.

 

Também em 1969 estreou no filme Tempo de Violência, ao lado de Tônia Carrero, Raul Cortez, Hugo Carvana, Glauce Rocha, Mário Lago, entre outros.

 

Álvaro Aguiar, Maria Luiza Castelli, Marcos Paulo e Tônia Carrero em Pigmalião 70 em 1970

 

Em 1970, estreou em 3 novelas na Rede Globo, Assim na Terra Como no Céu, Pigmalião 70 e A Próxima Atração. A primeira escrita por Dias Gomes e dirigida por Walter Campos, com atuação de Francisco Cuoco, Dina Staf, Renata Sorrah, Mário Lago, Jardel Filho, Carlos Vereza, Ary Fontoura, Heloísa Helena, Herval Rossano, Henriqueta Brieba e grande elenco. A segunda escrita por Vicente Sesso e dirigida por Régis Cardoso, ao lado de Sérgio Cardoso, Tônia Carrero, Susana Vieira, Edney Giovenazzi, Wanda Cosmo, Jardel Mello, Batty Faria, Adriano Reys, Maria Luíza Castelli, Rachel Martins, Marcos Paulo, Herval Rossano, ìris Bruzzi, Jece Valadão, Eloísa Mafalda, Ida Gomes, Renato Restier, Elizabeth Gaspar, entre outros. E  a terceira escrita por Walther Negrão e dirigida por Régis Cardoso, ao lado de Sérgio Cardoso, Tônia Carrero, Armando Bógus, Paulo Gracindo, Susana Vieira e grande elenco.

 

Também em 1970, Álvaro volta ao teatro, e novamente com uma peça infantil, agora com Pop, a Garota Leal, no Teatro Poeira, ao lado de Valentina Godoy e Lígia Diniz.

 

O Cafona surgiu em 1971, escrita por Bráulio Pedroso e dirigida por Daniel Filho e Walter Campos. No elenco Francisco Cuoco, Marília Pêra, Tônia Carrero, Paulo Gracindo, Renata Sorrah, Ilka Soares, Ary Fontoura e grande elenco. O Homem Que Deve Morrer, surge no mesmo ano. Escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho e Milton Gonçalves, contava com Tarcísio Meira, Glória Menezes, Jardel Filho, Cláudio Cavalcanti, Dina Staf, Paulo José, Gilberto Matinho, Waldir Onofre, Betty Faria, Edney Giovenazzi, entre outros.

 

Seu 16º filme surgiu também em 1971. Em Família. Com Iracema de Alencar, Rodolfo Arena, Paulo Porto, Odete Lara, Anecy Rocha, Procópio Ferreira, Fernanda Montenegro, entre outros. Logo em seguida no mesmo ano, surge o filme Meus Filhos, produção da Rede Globo para a Tv, ao lado de Tônia Carrero, Carlos Eduardo Dolabella, Dorinha Duval, Suzana Faíni, Rogério Fróes, Ednei Giovenazzi, Grande Otelo, Antônio Pitanga, Zilka Salaberry, Ênio Santos, entre outros.

 

A famosa novela Selva de Pedra chega a Rede Globo no ano de 1972. Escrita por Janete Clair e dirigida por Daniel Filho, Reynaldo Boury e Walter Avancini, com supervisão de Daniel Filho, a novela contou com o seguinte elenco Regina Duarte, Francisco Cuoco, Dina Staf, Carlos Vereza, Carlos Eduardo Dolabella, Gilberto Martinho, Arlete Salles, Mário Lago, Ana Ariel, Edney Giovenazzi, Heloísa Helena, Dorinha Duval, entre outros.

 

Voltando a atuar pela Sincro Filmes, atua em 1972 no filme A Viúva Virgem, ao lado de Adriana Prieto, Jardel Filho, Carlos Imperial, Marcelo Marcello, Darlene Glória, Sônia Clara, Henriqueta Brieba, entre outros.

 

Outro sucesso da Rede Globo, o Bem Amado estreou em 1973, trazendo um elenco de peso. Escrita por Dias Gomes, dirigida por Régis Cardoso e supervisionada por Daniel Filho, teve a atuação de Paulo Gracindo, Lima Duarte, Zilka Salaberry, Emiliano Queiroz, Ida Gomes, Dorinha Duval, Dirce Migiaccio, Jardel Filho, Sandra Bréa, Carlos Eduardo Dolabella, Gracindo Junior, Maria Cláudia, entre outros.

 

Em 1974, participou do episódio Feliz na Ilusão do seriado Caso Verdade, ao lado de Lélia Abramo, Ida Gomes, Edson França, Mário Lago, Dorinha Duval, Macedo Neto, entre outros. O episódio teve a direção de Fábio Sabag, antigo produtor na Tv Tupi do Rio. Cada episódio tinha em média 1 hora de duração, o que era equivalente a um longa-metragem.

 

Também em 1974, estréia no filme A Estrela Sobe, ao lado de André José Adler, Roberto Bonfim, Marie Claude, Nelson Dantas, Carlos Eduardo Dolabella, Betty Faria, Wilson Grey, Odete Lara, Luís Carlos Miele, Grande Otelo, entre outros.

 

Em 1975, esteve na novela O Grito, de Jorge Andrade, dirigida por Walter Avancini, Gonzaga Blota e Roberto Talma, ao lado de Glória Menezes, Walmor Chagas, Yoná Magalhães, Leonardo Villar, Maria Fernanda, Rubens de Falco, Tereza Rachel, Elizabeth Savalla, Ney Latorraca, entre outros.

 

Em 1975 também feio o filme Lucíola, o Anjo Pecador, que Álvaro fez ao lado de Rossana Ghessa, Helena Ramos, Carlo Mossy, Clemente Viscaíno, Sérgio Hingst, Antônio Meliande, entre outros.

 

Em 1978, atuou em seu último filme, O Cortiço, ao lado de Armando Bógus, Betty Faria, Mário Gomes, Maria Alves, Maurício do Valle, Jorge Coutinho, Ítala Nandi, Beatriz Segall

 

Água Viva chega em 1980. Escrita por Gilberto Braga com a colaboração de Manoel Carlos, e dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan, a novela teve a atuação de Betty Faria, Reginaldo Faria, Raul Cortez, Lucélia Santos, Ângela Leal, Tônia Carrero, Beatriz Segall, José Lewgoy, Tetê Medina, Natália do Valle, Cláudio Cavalcanti, Kadu Moliterno, Isabela Garcia, Fábio Júnior e Glória Pires, entre outros.

 

Em 1983, atua na novela Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu, com colaboração de Carlos Lombardi e Daniel Más, e direção de Jorge Fernando e Guel Arraes, ao lado de Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Glória Menezes, Mário Gomes, Maria Zilda, José Mayer, Cristina Pereira, Edson Celulari, Ada Chaseliov, Herson Capri, Sônia Clara, Diogo Vilela, Marilu Bueno, Hélio Souto, Yara Amaral, Ary Fontoura, Maitê Proença, Tarcísio Meira e Lucélia Santos, entre outros.

 

Também em 1983, a Rede Globo fez uma homenagem aos 60 anos do rádio no Brasil no programa Globo Repórter, chamado Alô, Alô, Brasil - 60 Anos de Rádio, no qual entre outros Álvaro foi chamado, ao lado de Osvaldo Elias e Domício Costa, para reconstruir na própria Rádio Nacional o programa As Aventuras do Anjo, um dos grandes sucessos de audiência da emissora, que ficou mais de 12 anos ininterruptos no ar.

 

Chico Anyzio e Álvaro Aguiar em Azambuja & Cia

 

Álvaro também trabalhou em muitos programas humorísticos na casa. Entre eles Balança Mais Não Cai, criado por Max Nunes e Paulo Gracindo ainda na época da Rádio Nacional, Azambuja & Cia ao lado de Chico Anyzio e grande elenco, Faça Humor, Não Faça Guerra, Satiricom e Planeta dos Homens.

 

Lúcio Mauro, Marcos Plonka, Álvaro Aguiar, Jomeri Pozzoli, Roberto Guilherme e Alfredo Murphy em Balança Mas Não Cai

 

Nesses programas, trabalhou com diversos comediantes e atores. Entre eles Chico Anyzio, Jô Soares, Berta Loran, José Vasconcellos, Luiz Carlos Miele, Renata Fronzi, Renato Corte Real, Augusto César Vanucci, Paulo Silvino, Paulo Gracindo, Brandão Filho, Lúcio Mauro, Sônia Mamede, Roberto Faissal, Costinha, Tutuca, Zezé Macedo, Luiz Pini, Ferrugem, José de Arimathéa, Marcos Plonka, José Santa Cruz, Alcione Mazzeo, Maria Maya, Bruno Mazzeo, Regina Chaves, Nizo Neto, Lug de Paula, Arnaud Rodrigues, Lupe Gigliotti, Nancy Wanderley, Antônio Carlos Pires, Bia Nunnes, Carlos Leite, Miriam Mehler, Marília Pêra, Macedo Neto, Marco Nani, Nuno Leal Maia, Orival Pessini, entre muitos outros.

 

Capa do Filme O Escorpião Escarlate

 

Em 1990, estreou o filme de Ivan Cardoso, O Escorpião Escarlate - Uma Aventura do Anjo, filme em homenagem ao personagem Anjo, interpretado originalmente por Álvaro Aguiar no programa As Aventuras do Anjo na Rádio Nacional. No filme, Herson Capri interpreta o papel de Álvaro e Anjo. Ao lado dele estão Andréa Beltrão, Nuno Leal Maia, Monique Evans, Susana Matos, Cláudio Mamberti, Ivon Cury, Zezé Macedo, Wilson Grey, Ankito, Consuelo Leandro, Leo Jaime, entre outros. Outra curiosidade do filme é a questão de alguns personagens serem dublados, para dar um ar de filme americano e também de produções radiofônicas, já que muitos dubladores vieram do rádio, e muitos do que dublaram no filme também foram do rádio. Entre os dubladores estão Nair Amorim, Pietro Mário, Rodney Gomes, Silvio Navas, Leonardo José, Alfredo Martins, Isaac Bardavid, entre outros. Dublagem essa que muito provavelmente foi feita na Herbert Richers. Outra curiosidade a respeito do filme é que, em 1988 quando o filme começou a ser rodado (mais precisamente em Julho), o ator convidado para o papel de Álvaro / Anjo tinha sido José Wilker, que acabou sendo trocado. Na ocasião o diretor do filme, Ivan Cardoso, cogitava uma participação de Álvaro no longa, mas não sei se isso foi cancelado, ou foi devido ao falecimento de Álvaro no final do mesmo ano. A real é que Álvaro deve ter ficado sabendo que um filme homenageando seu personagem estava sendo feito. Uma pena que não pudera ter visto o mesmo pronto.

 

Na dublagem, Álvaro entrou por volta de final dos anos de 1950, na Herbert Richers. Nos anos seguintes, atuou em praticamente todos os estúdios de dublagem, como Dublasom Guanabara, Tv Cinesom, CineCastro, Telecine, Combate, entre outros.

 

Na década de 1960, um dos estúdios aonde teve maior atuação foi na Dublasom Guanabara, principalmente em seu auge. O estúdio dublava boa parte dos longas-metragens pra Tv, e foi nesse seguimento que Álvaro mais se destacou. Entre os personagens que fez, estão Fergusson interpretado por Cedric Hardwicke em Cinco Semanas Num Balão, George Pratt interpretado por Stewart Granger em Fuga no Alasca, entre outros.

 

Vic Morrow em Combate

 

Com a chegada da Tv Cinesom, e a parceria do estúdio com distribuidoras que tinham como produto mais famoso as séries. Álvaro se destaca em uma delas, a série Combate, fazendo o ator principal, Vic Morrow, interpretando o Sargento Saunders, entre outros. A série posteriormente vai para a CineCastro, no qual a empresa conserva sua voz no personagem principal.

 

No final dos anos de 1960, início dos anos de 1970, Álvaro começa a atuar mais fortemente na CineCastro, tanto como ator quanto narrador em alguns longas-metranges. Entre os filmes que dublou, estão George Pratt interpretado por Stewart Granger em Fuga no Alasca, Roland Hesketh-Baggott, e Gerente da Agência de Emprego em Londres interpretados por Noel Coward em A Volta Ao Mundo em 80 Dias, entre outros. Além das últimas temporadas de Combate, também substituiu Gualter de França no personagem Fred Mertz interpretado por William Frawley na primeira dublagem de I Love Lucy, entre outros.

 

Nos anos de 1970, também dubla na Tecnisom, personagens como Waldemar Fitzurse interpretado por Basil Sydney em Ivanhoe, entre outros.

 

Mel Ferrer em Os Cavaleiros da Távola Redonda

 

Com o fim da CineCastro em 1974, Álvaro começa a atuar quase que única e exclusivamente na Herbert Richers, na qual segue por muitos anos dublando. Entre suas dublagens na emissora, está o ator Mel Ferrer nas primeiras dublagens de Scaramouche e Os Cavaleiros da Távola Redonda, Xerife Aaron Whitaker interpretado por David Janssen em A Noite do Lobo, Dick Ennis interpretado por Robert Mitchum em A Batalha de Anzio, Tenente Comandante Pagnolini interpretado por Michael Conrad em O Triângulo do Diabo, Milo Tindle interpretado por Michael Caine na primeira dublagem de Jogo Mortal, além de Matt Helm interpretado por Tony Franciosa na série de mesmo nome, entre outros.

 

Em meados dos anos de 1970, também ingressou na Telecine, aonde fez alguns trabalhos, como Jean-Pierre Sarti interpretado por Yves Montand na segunda dublagem de Grand Prix (1966), entre outros.

 

Com a greve de dubladores em 1977, Álvaro se organiza junto com os dubladores que criaram a cooperativa Combate, que usava alguns estúdios para realizarem suas dublagens, entre eles a Peri Filmes e a Tecnisom. Nessa cooperativa dubla entre outros o Comandante Andy Crewson interpretado por Cary Grant em O Beijo da Despedida.

 

Apesar de ter trabalhado em quase todas as empresas da época, ter dublado diversos filmes e fixos em séries, Álvaro não era tão constante como outros de seus colegas, já que tinha um trabalho intenso na Rede Globo, aonde participou de diversas novelas e programas humorísticos.

 

Nos primeiros anos da década de 1980, se ausenta da dublagem, e apenas atua de vez em quando na Rede Globo, em pequenos papeis em programas humorísticos.

 

Álvaro veio a falecer em final de Outubro de 1988. Seu falecimento foi noticiado em apenas um jornal da época, o Jornal do Brasil, e provavelmente na Rede Globo.


Trabalhos:

 

- Sgt. Saunders (Vic Morrow) em Combate (Série)

- Matt Helm (Tony Franciosa) em Matt Helm (Série)

- Fred Mertz (William Frawley) (segunda voz) em I Love Lucy (1ª Dublagem)

- Mel Ferrer em Scaramouche (1ª Dublagem) e Os Cavaleiros da Távola Redonda (1ª Dublagem)

- Milo Tindle (Michael Caine) em Jogo Mortal (1ª Dublagem)

- Jean-Pierre Sarti (Yves Montand) em Grand Prix (1966 - 2ª Dublagem)

- Xerife Aaron Whitaker (David Janssen) em A Noite do Lobo

- Fergusson (Cedric Hardwicke) em Cinco Semanas Num Balão

- Dick Ennis (Robert Mitchum) em A Batalha de Anzio

- Tenente Comandante Pagnolini (Michael Conrad) em O Triângulo do Diabo

- Cmdr. Andy Crewson (Cary Grant) em O Beijo da Despedida

- Waldemar Fitzurse (Basil Sydney) em Ivanhoe

- George Pratt (Stewart Granger) em Fuga no Alasca

- Roland Hesketh-Baggott, e Gerente da Agência de Empregos em Londres (Noel Coward) em A Volta Ao Mundo em 80 Dias

 

Fontes: Marcelo Almeida, Augusto Bisson, A História da Dublagem, Dublanet, Revista do Rádio, Enciclopédia Itau Digital, Imdb, Wikipedia, A Scena Muda, O Cruzeiro, Jornal do Brasil, Canal Viva, Mercado Livre, Brasil Musical, Canal Na Telinha, Adorocinema, Rio Postal, Esquerda.net, Mapa de Cultura, Pinterest, Gettyimages, Carlos Amorim, Antonio Luiz Carreira de Barros.