Matérias

30 Anos da Dublagem de Chaves

Enviado em 08/01/2014

A 30 anos atrás chegava ao Sbt a série mexicana El Chavo Del Ocho, aqui traduzida para Chaves.

 

Toda essa história começou com as famosas novelas mexicanas que Silvio Santos trazia para a Tvs.

Com elas veio a sugestão da Televisa de oferecer o seriado de maior sucesso de seu canal. Silvio ficou um pouco receoso do fato, pois nunca havia trazido um seriado de comédia mexicano para o Brasil, os seriados do gênero que sempre trazia eram americanos.

 

Carlos Siedl

 

Na época, seu núcleo de dublagem, que se situava nos antigos estúdios da Tvs no Carandiru, em São Paulo, tinha como maior responsável pelas dublagens Marcelo Gastaldi. O núcleo era dirigido por Salathiel Lage, e dentro dele haviam alguns estúdios, que mais funcionavam como um grande estúdio coletivo e repartido. Gastaldi que era dono da prestadora Maga, atuante também no núcleo, foi procurado por Silvio Santos, e o mesmo indagou Gastaldi perguntando se uma série como essa de fato faria sucesso no Brasil. Gastaldi analisou a série, as piadas, o tipo do humor e achou que faria sucesso, falando até mesmo que essa série se tornaria muito famosa no Brasil, como dizem alguns colegas seus. Nenhum diretor artístico do Sbt, nem o próprio Silvio simpatizaram com a série, e foi com a ajuda de Salathiel Lage que a série entrou na grade de programação. Gastaldi então ficou responsável pela escalação e direção da série.

 

Mário Vilela

 

Os testes de dublagem começaram, e Gastaldi buscou os profissionais mais próximos que tinha, e que cabiam perfeitamente com os personagens. Nelson Machado, Osmiro Campos, Carlos Seidl, Mário Vilela, Potiguara Lopes e Sandra Mara (e posteriormente Cecília Lemes em seu lugar), atuavam constantemente nas dublagem de seu estúdio e de outros estúdios do Núcleo de Dublagem da Tvs. O diferencial foram duas atrizes: Helena Samara e Marta Volpiani.

 

Cecília Lemes

 

Marta Volpiani era atriz de novelas do Sbt, na ocasião atuando em Meus Filhos, Minha Vida. Gastaldi a chamou para fazer o teste para a Dona Florinda, tinha certeza que caberia perfeitamente no papel. O ouvido e a observação artística de Gastaldi foram tão fortes, que acertou de primeira. Alem da voz perfeita para a mãe do Quico, Marta também se tornou uma excelente dubladora.

 

Marta Volpiani

 

Já Helena Samara, veterana da área já na época, não trabalhava no Núcleo, muito menos na dublagem, mas estava sem trabalho, e foi a procura na Tvs. Como o espaço, tanto para escritório, auditório, como para estúdio era no mesmo lugar, tudo acabava se misturando, e foi nessa mistura que Gastaldi se deparou com Helena. Novamente a pegada artística dele foi grande, e ele disse: Helena, tenho um trabalho pra você, você vai dublar uma bruxa. A voz ficou tão marcante na personagem, que em todos os estúdios que posteriormente dublaram trabalhos da atriz Angelines Fernández, a Dona Clotilde, sempre escalaram Helena para dublá-la.

 

Helena Samara

 

Silton Cardoso e Older Cazarré nunca foram considerados fixos na série, pois seus personagens (Godinez e Jaiminho), apareciam esporadicamente. Silton era um dublador ativo no Núcleo e também na Bks. Já Older, quando estava em São Paulo, atuava também nos mesmos estúdios, e teve a sorte de estar na época na cidade e ser escalado para o personagem.

 

Direção e Tradução

 

A partir daí a série começou a ser traduzida e adaptada. Quem comanda a direção da série é o próprio Gastaldi. Por ser o dono do estúdio, o trabalho começou a ficar um pouco pesado, e ele deixa nas mãos de Potiguara Lopes, que já traduzia a série, ficando apenas com a dublagem de Roberto Gomes Bolaños, o Chaves.

 

Marcelo Gastaldi

 

Potiguara traduz e dirige a série por um tempo, além de fazer a voz do Professor Girafales, mas por estar muito mais ocupado com a tradução, que lhe pegava muito tempo, deixa o personagem e a direção nas mãos de Osmiro Campos, ficando apenas com a tradução.

 

Osmiro Campos

 

Potiguara era um excelente tradutor, tendo traduzido quase tudo de Chaves. Osmiro Campos por sua vez dirigiu o maior numero de episódios de Chaves, cerca de 80%. Por ser o braço direito de Gastaldi no estúdio, Osmiro abandona a direção de dublagem, com outras ocupações no estúdio. Quem entra em seu lugar é Nelson Machado, que fica responsável pelo final das dublagens da série. Potiguara também sai da tradução, não sabemos ao certo porque, e Nelson Machado também entra como tradutor.

 

Nelson Machado

 

O que podemos destacar como trabalhos de tradução de Potiguara, temos principalmente os episódios que ele atuava como Professor, entre eles o famoso O Caçador de Lagartixas, e claro, boa parte da série. Os que podemos destacar como de tradução de Nelson, são os episódios da Escolinha do Professor Girafales, como por exemplo o episódio Uma Aula de História, entre outros.

 

Houveram outros tradutores da série que infelizmente não temos conhecimento, mas os citados foram os que ficaram com quase 100% das traduções.

 

Versão Brasileira Marshmallow

 

Com o fim do Núcleo de Dublagem do Sbt, por volta de 1989/90, a empresa Maga se transfere para os estúdios da Marshmellow no bairro do Campo Belo. Na Marshmellow continuou as dublagens de Chaves, sempre com tradução de Nelson Machado, e agora com direção do compositor, amigo e ex-colega de banda de Marcelo Gastaldi, Mário Lúcio de Freitas.

 

 

Nessa época também houve a mudança de voz de Godinez para Élcio Sodré, pois Silton havia se afastado da dublagem e ido morar em Minas Gerais. Alguns anos depois com a morte de Older Cazarré, o personagem Jaiminho fica nas mãos de Eleu Salvador.

 

Cnt Gazeta

 

Surpreendentemente a emissora consegue os direitos da série Chespirito no ano de 1997, e começa a dublar os episódios. São episódios correspondentes ao período entre 1980 à 1995. Principalmente histórias do Hotel aonde Chompiras trabalha, e alguns episódios de Chapolin Colorado e Chaves, que nunca haviam sido exibidos na televisão brasileira.

 

 

Nessa altura, dubladores como Marcelo Gastaldi e Older Cazarré (Jaiminho), já haviam falecido, e por isso foram substituídos. A série foi dublada na Bks, e do elenco original apenas Marta Volpiani e Sandra Mara (Chiquinha) foram escaladas. A curiosidade é que Sandra escala a si mesma para o papel, em uma época aonde a personagem já havia ficado conhecida com a voz de Cecília Lemes.

 

Sandra Mara Azevedo

 

Apesar do elenco de dublagem ser quase todo diferente, a dublagem não teve uma critica tão forte quanto a segunda dublagem, que seria apresentada com o nome de Clube do Chaves.

 

 

Tivemos os seguintes dubladores na série: Ivo Roberto (Edgar Vivar, o Seu Barriga, Nhonho e Butijão), Sidney Lilla (Ruben Agirre, o Professor Girafales, Sargento Refúgio e Lucas Pirado), Eleu Salvador, e nos últimos episódios Mário Vilela (Raul Chato Padilla, Jaiminho e o Delegado Morales), Sandra Mara Azevedo (Maria Antonieta de Las Nieves, a Marujita e a Chiquinha), Sérgio Galvão (Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, Chompiras, Chaparrón e Dr. Chapatin), Marta Volpiani (Florinda Meza, Chimoltrúfia, Dona Florinda, Pópis e Enfermeira do Doutor Chapatin), Isaura Gomes e nos últimos episódios Helena Samara (Anabel Gutiérrez, a Dona Espotaverderona), Fábio Moura e nos últimos episódios José Parisi Jr. (Horácio Gomez, o Godinez), Gessy Fonseca e nos últimos episódios Helena Samara (Angelines Fernández, a Dona Clotilde), e Fábio Moura (Moises Suarez, o Seu Cecílio).

 

Clube do Chaves

 

O Clube do Chaves chega em 2001 ao Sbt, com boa parte do elenco de dublagem original, Osmiro Campos, Cecília Lemes, Marta Volpiani e Helena Samara. A crítica fica em cima da tradução, que foi muito inferior a realizada pela Bks e Parisi Vídeo, na exibição da Cnt Gazeta. A outra crítica foi a escalação da voz de Roberto Goméz Bolaños, que não ficou nem próximo ao que Gastaldi fez, nem próximo ao que o dublador Sérgio Galvão fez na dublagem da Bks. Galvão apesar de ter a voz completamente diferente da de Gastaldi, foi a voz mais semelhante com a de Bolaños, principalmente semelhante com a fase de 1980 em diante, quando a voz de Bolaños envelhece e se torna muito rouca por decorrência do cigarro. A outra escalação que não trouxe satisfação para os fãs foi a voz de Edgar Vivar. A voz de Ivo Roberto caiu melhor no ator do que o dublador que escalaram. E o que entristeceu ainda mais os fãs foi que o Sbt não quis colocar Mário Vilela no ator (voz clássica do ator no Brasil), alegando que ele não conseguiria dublar o personagem Butijão, interpretado por Edgar Vivar, porque o mesmo tinha as falas muito rápidas. Outros já dizem que é pelo fato de que Mário demorava demais para dublagem, e eles queriam a série entregue logo. De qualquer jeito, em relação a tudo isso, e também pelo fato de que esse período os textos originais não eram tão criativos como na época do auge de Chaves e Chapolin, o Sbt tira a série do ar, retornando com episódios da mesma em outros momentos, e mais adianta deixando de exibi-los permanentemente.

 

 

Na série tivemos o seguinte elenco de dublagem: César Leitão (Edgar Vivar, o Seu Barriga, Nhonho e Butijão), Osmiro Campos (Ruben Agirre, o Professor Girafales, Sargento Refúgio e Lucas Pirado), Jorge Alex (Raul Chato Padilla, Jaiminho e o Delegado Morales), Cecília Lemes (Maria Antonieta de Las Nieves, a Marujita e a Chiquinha), Cassiano Ricardo (Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito, Chaves, Chompiras, Chaparrón e Dr. Chapatin), Marta Volpiani (Florinda Meza, Chimoltrúfia, Dona Florinda, Pópis e Enfermeira do Doutor Chapatin), Alna Ferreira (Anabel Gutiérrez, a Dona Espotaverderona), Mário Lúcio de Freitas (Horácio Gomez, o Godinez), Helena Samara (Angelines Fernández, a Dona Clotilde), e Emerson Caperbat (Moises Suarez, o Seu Cecílio).

 

Dvd's

 

Em 2005 uma empresa chamada Amazonas Filmes, foi responsável por lançar os Dvd's de Chaves e Chapolin no Brasil. Porém, a distribuidora Televisa não admitiu que certas dublagens fossem mantidas, e pediu a redublagem, feita nos Estúdios Gábia. Muitos episódios inéditos foram também foram dublados para os Dvd's. A partir daí, entra uma outra fase triste na história da dublagem de Chaves. Apesar de todo o elenco ter sido mantido do original (com exceção de Older, que foi substituído por Eleu Salvador, coisa que havia acontecido nas dublagens da Marshmellow e da Bks), não conseguiram achar uma voz ao Chaves que mantivesse o que Gastaldi tinha feito no passado, além do peso da idade em todos os atores de dublagem, que fez com que a dublagem ficasse um pouco diferente da dublagem clássica. A morte de Vilela, e a substituição no meio das gravações por outra voz, também não agradou em nada o público. Isso tudo influenciou nas vendas, o que fez com que fosse abaixo do esperado. Os fãs ainda preferem manter gravado os episódios que eram exibidos no Sbt, do que ter que assistir um trabalho diferente do que foram acostumados a assistir por décadas, o que de fato é completamente compreensível.

 

 

Eventos

 

A primeira aparição dos dubladores de Chaves em eventos foi no dia 17 de Agosto de 2003, no evento Cavaleiros Anime Show, em São Paulo, que marcava a volta do animê no Brasil. É considerado um dos eventos mais marcantes de Chaves, mesmo não sendo um evento do tema. Foram os dubladores Carlos Seidl (Seu Madruga), Nelson Machado (Quico), Helena Samara (Dona Clotilde), Cecília Lemes (Chiquinha) e Mário Vilella (Seu Barriga).

 

 

O primeiro evento oficial de Chaves, foi organizado pelo Fã-Clube Chespirito Brasil, no dia 30 de Outubro de 2004, no Rio de Janeiro. O evento também foi um protesto à emissora para fazer com que Chaves voltasse a programação.

 

Em 24 de Novembro de 2007 houve outro evento importante organizado pelo Fã-Clube, chamado Vamos Ao Chiuaua Com o Polegar Vermelho, contando com a presença dos dubladores Mário Lúcio de Freitas, Sandra Mara Azevedo e Marta Volpiani. O evento se repetiu no dia 1 de Dezembro, com as presenças de Nelson Machado, Cecília Lemes e Cassiano Ricardo.

 

 

Vários outros eventos aconteceram ao longo dos anos, entre eles o evento Vamos Ao Chilango Com o Polegar Vermelho em 2008 em São Paulo, com as presenças de Carlos Seidl, Cecília Lemes, Gustavo Berriel e Silton Cardoso, e no ano seguinte com as presenças de Gustavo Berriel, Sandra Mara Azevedo, Cecília Lemes, Osmiro Campos e Silton Cardoso. Os eventos foram de organizados por Gustavo Berriel, presidente na ocasião do Fã-Clube Chespirito Brasil. Em 2009, o evento foi organizado também em comemoração aos 25 anos da série no Brasil. Desde 2004, esse evento é realizado no Chilango pelo Fã-Clube.

 

 

Em 24 de Abril de 2010 aconteceu o 2º Festival da Boa Vizinhança, no Mart Center em São Paulo, considerado um dos maiores eventos de Chaves do Brasil. Nele reuniram-se os dubladores Nelson Machado, Gustavo Berriel, Carlos Seidl, Marta Volpiani, Cecília Lemes, Silton Cardoso, Sandra Mara Azevedo, Tatá Guarnieri (voz do Chaves nas redublagens dos Dvd's e do Desenho Animado) e Patrícia Scalvi (diretora das redublagens para Dvd). E a atração principal foram os atores originais do Seu Barriga e do Quico, respectivamente Edgar Vivar e Carlos Villagrán. O primeiro Festival aconteceu em 2005, em São Paulo, e nunca mais tinha sido realizado, até a vinda dos atores ao Brasil.

 

 

Encontros dos Atores Com Seus Dubladores

 

O primeiro encontro do gênero aconteceu em 1995 no programa Jô Soares Onze e Meia, no Sbt, aonde Carlos Villagrán encontra Nelson Machado. Carlos e Nelson se encontraram outras vezes, como em 2010 no Programa do Ratinho no Sbt e no 2º Festival da Boa Vizinhança, e em 2013 no programa Agora é Tarde da Rede Bandeirantes.

 

 

Em 2003 aconteceu outro encontro, no extinto programa Falando Francamente, apresentado por Sônia Abrão, no Sbt. O ator Edgar Vivar veio ao Brasil, por estar a caminho para gravações na Argentina, e aproveitou e se encontrou com seu dublador no Brasil, Mário Vilela.

 

 

Em 2011 foi a vez do encontro de Maria Antonieta de Las Nieves com Cecília Lemes. Aconteceu no Programa do Ratinho. Se encontraram também em 2013 no programa Agora é Tarde.

 

 

Em 25 de Fevereiro de 2015, houve mais um encontro entre atores e dubladores, dessa vez o encontro entre Florinda Meza e Marta Volpiani, no Programa do Ratinho.

 

 

Desenho

 

El Chavo Animado (no Brasil, Chaves em Desenho Animado), foi uma criação de Roberto Gómez Fernández, filho de Roberto Gómez Bolaños em 2006. No Brasil foi exibido em 2007.

 

 

Para os velhos fãs de Chaves, o desenho animado não atraiu tanto, mas foi muito felicitado, pois é uma obra fantástica perpetuada em animação, e que trás um pouco da genialidade de Chespirito e os outros para as novas gerações.

 

A dublagem foi realizada mista, no Estúdios Gábia e na Herbert Richers. Posteriormente foi para a DuBrasil e a RioSound. Todos os dubladores oficiais que estavam vivos participaram da produção, menos Nelson Machado, que pediu para fechar com o mesmo preço da dublagem dos Dvd's, mas não foi atendido e nem retornado, sendo substituído logo em seguida.

 

Em relação a Chiquinha, a questão é de uma briga entre Bolãnos e Maria Antonieta, que inclusive chegou aos tribunais. Anos atrás Maria recebeu uma intimação de que estava sendo processada por Bolaños, por estar usando a personagem sem pagar pelos direitos a ele, já que foi ele quem criou a personagem. Maria ficou em choque, até no hospital parou de tão forte que foi o susto dessa correspondência, nunca esperava isso do amigo e colega com quem trabalhou por tantos anos. Por decorrência desse processo, Bolaños a tirou da adaptação para desenho animado da série, preenchendo seu papel com participações de Popis, Nhonho e Godinez. Em 2013, Maria ganhou o processo na justiça.

 

Os demais dubladores foram Tatá Guarnieri fazendo o Chaves (já havia feito o Chaves nas redublagens para Dvd), Sérgio Stern fazendo o Quico, Gustavo Berriel fazendo o Nhonho (o qual também fez nos Dvd's da Amazonas), Marcelo Torreão fazendo o Seu Barriga, Waldir Fiori fazendo o Jaiminho, e Alexandre Marconatto fazendo o Godinez. Com a morte de Helena Samara em 2007, colocaram Beatriz Loureiro na personagem. O dublador do Godinez foi substituído, não sabemos o porque, e foi colocado Duda Espinoza. Marcelo Torreão deixa o personagem Seu Barriga, também não há informação do motivo, e entra em seu lugar Gustavo Berriel. Tatá Guarnieri também deixa o personagem, e quem o substitui é Daniel Müller, mais uma vez sem se saber o motivo.

 

Exibições

 

Chaves começou a ser exibido no Brasil em Agosto de 1984, dentro do Programa do Bozo. O primeiro episódio exibido foi Caçando Lagartixas. Percebe-se que nessa época as vozes dos personagens eram um pouco diferentes, e o som de gravação também, o que foi melhorando com o tempo.

 

 

Alguns anos depois a série ganha horário fixo, e começa a ser exibida de segunda à sexta as 12h30, logo após o Chapolin. Muitas vezes a série saiu do ar, foi passada para o horário da tarde, da manha, para os finais de semana, mas nunca saiu do ar em 30 anos que é exibida.

 

 

A série também foi exibida no Cartoon Network, tendo estreado em 1 de Novembro de 2010. Em 2012 a série sai da grade de programação do canal.

 

 

Já o desenho começou a ser exibido em 1 de Janeiro de 2007 no Sbt, e em 6 de Outubro de 2007 no Cartoon Network, no qual é exibido até hoje em ambos os canais.

 

A série Chespirito estreou na Cnt Gazeta, em 1 de Julho de 1997. Era sempre exibida as 19h00 aos Domingos, e de Segunda á Sexta as 20h30.

 

Já o Clube do Chaves estreou no Sábado, 2 de Junho de 2001 no Sbt.

 

Um fator importante que também não deve deixar de ser citado são os cortes que o Sbt fez aos episódios ao longo dos anos. Para encaixar os episódios em menos tempo, fizeram cortes significativos de cenas sem diálogos, encerramentos de episódios, e até mesmo o titulo dos episódios.

 

Livros

 

Foram lançados vários livros no Brasil sobre o tema, entre eles Seu Madruga - Vida e Obra e Chaves: Foi Sem Querer Querendo?. Em 2012 é lançado o livro Chaves: A História Oficial Ilustrada, uma biografia oficial autorizada por Bolaños e traduzida para o Brasil.

 

 

Dentro do universo escrito, também são lançadas revistas em quadrinhos da série, intitulada Chaves e Chapolim (com a grafia diferente do original, usando M em vez de N no final) em 1990. Foram vendidas até meados dos anos de 1990.

 

Muitos outros produtos, além de livros e gibis foram criados sobre Chaves, como brinquedos, álbuns de figurinhas, e até jogos feitos por fãs, como o famoso Street Chaves.

 

Atores

 

A série como já foi citada em matéria passada sobre o tema começou em 1971, e permaneceu com o elenco original até 1978. Em 1978, logo após o famoso episódio musical de Acapulco aonde todos os membros se reúnem na areia da praia como uma espécie de despedida, Carlos Villagran, o Quico se retira do elenco por controvérsias de pensamentos com Bolaños, e decide seguir carreira solo alterando seu nome de Quico para Kiko para não sofrer direitos autorais. Em 1979 quem sai é Ramon Valdez, o Seu Madruga. Ramon e Carlos anos depois se unem e criam o seriado ¡Ah Qué Kiko!. Para continuar com a série, Bolaños aumenta a participação de Dona Clotilde, acrescenta Jaiminho o carteiro, e torna Dona Neves, avó da Chiquinha personagem fixa na série, tudo para suprir a falta de Quico e Seu Madruga que eram a alma do seriado. Ramon Valdez chega a retornar a série em 1981, mas logo saí para participar do seriado que fez com Carlos Villagran.

 

Os programas Chaves e Chapolin não ganham tanta audiência como antes, porque além das modificações já citadas, os membros começam a envelhecer, e o aspecto das séries começam a mudar. O programa Chaves tem seu último episódio de 30 minutos no ano de 1980, sendo então só mais um quadro do programa Chespirito. Bolaños acrescenta outros quadros a série, como por exemplo do Hotel aonde Chompiras trabalha, com novos personagens, e atores novos ingressando no elenco, como Moises Suarez e Anabel Gutiérrez.

 

 

Com a morte de Raul "Chato" Padilla e Angelines Fernández em 1994, o programa sendo exibido só aos Sábados, o pouco elenco que restou e por já não serem tão novos como antes, fizeram com que Bolaños encerrasse a série, sendo isso no ano de 1995.

 

¡Ah Qué Kiko!

 

A série Ah Que Kiko (aqui no Brasil chamada de Kiko e Sua Turma), foi lançada em 1987 pela emissora mexicana Telerey e posteriormente pela Imevisión. Os protagonistas foram Carlos Villagran, o Kiko, e Ramon Valdez, o Seu Madruga.

 

 

A série nunca foi exibida no Brasil. Foi lançada em Dvd em 2008 pela Amazon Filmes, com os dubladores oficiais dos dois atores, Nelson Machado e Carlos Seidl. A série foi dublada nos estúdios da Uniarthe.

 

Entre os outros dubladores presentes na produção estão: Sidney Lilla (Sergio "El Comanche" Ramos, o Seu Brancelha), Raquel Marinho (Beatriz Olea, a Pâmela Augusta Demétria), Ivo Roberto (Jorge Alejandro, o Totó), e Angélica Santos (Dacia Alcaraz, a Nena).

 

America Celebra a Chespirito

 

Em Março de 2012, a Televisa faz uma homenagem internacional ao criador de Chaves e Chapolin, Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito. Essa homenagem reúne vários artistas mexicanos, como Arturo García Tenório, que atuou em muitos quadros de Chespirito e que cantou no palco, Edgar Vivar, o Senhor Barriga, Rubén Agirre, o Professor Girafales, a esposa de Bolaños, Florinda Meza, a Dona Florinda, Thalia, que cantou uma música criada em homenagem a Bolaños, e muitos outros artistas.

 

 

Outros 11 países da América Latina celebraram o especial, transmitindo em seus países. Prêmios, musicais e campeonatos com fãs de Chaves da América Latina aconteceram no espetáculo. Chespirito esteve lá por cerca 1 hora e meia participando das principais homenagens, pois teve que ir ao hospital, por decorrência de seu problema de saúde nos pulmões, o enfisema pulmonar, melhorando 5 dias depois.

 

 

Novos Episódios Dublados

 

Em início de 2014 o Sbt anunciou a exibição de episódios inéditos de Chaves, entre os anos de 1971 à 1980 que nunca tinham sido dublados e exibidos no Sbt. Os episódios começaram a ser exibidos em 6 de Janeiro. Como era esperado, a dublagem não agradou os fãs. Poucos dubladores originais estão vivos, e Seu Barriga, Chaves e Dona Clotilde, nunca agradarão com outras vozes. Mas o que deixou os fãs mais tristes, é que Nelson Machado e Carlos Seidl, respectivamente Quico e Seu Madruga, não aceitaram o acordo proposto pelo Sbt, e resolveram não dublar. Em seus lugares colocaram dubladores que fizeram um trabalho próximo ao dos antigos dubladores. Daniel Müller, que fazia o Chaves no desenho, pegou o personagem na série. O mesmo com Beatriz Loureiro com Dona Clotilde, e Gustavo Berriel com o Seu Barriga.

 

Foram dublados 14 de um total de 35 episódios. Os episódios foram divididos pelas respectivas épocas que Sandra Mara e Cecília Lemes dublaram a Chiquinha, para ficar fiel com o que foi dublado na Maga (episódios do início da série com Cecília, e episódios do final da série com Sandra, já que eles foram dublados do final pro início).

 

Além de Sandra e Cecília, Osmiro Campos, Marta Volpiani e Silton Cardoso (Professor Girafales, Dona Florinda e Godinez), foram chamados para a dublagem.

 

Os dubladores foram os seguintes: Daniel Müller (Chaves), Vinicius Souza (Quico), Sandra Mara Azevedo e Cecília Lemes (Chiquinha), Marco Moreira (Seu Madruga), Marta Volpiani (Dona Florinda), Osmiro Campos (Professor Girafales), Seu Barriga e Nhonho (Gustavo Berriel), Beatriz Loureiro (Dona Clotilde) e Silton Cardoso (Godinez).

 

Encerramento

 

Nesses 30 anos de Chaves no Brasil muita coisa aconteceu, muitos episódios e consecutivamente dublagens novas aconteceram, mas nenhuma nunca se igualou a dublagem feita na Maga à 30 anos atrás. A genialidade de todo o elenco, das traduções e direções, das trilhas sonoras, unindo a jovialidade dos atores e do talento Shakespeariano de Bolaños, tornou a série consagrada no Brasil. Como comentou uma vez o dublador Márcio Seixas, a dublagem de Chaves é a melhor do Brasil, mesmo com um estúdio que na época não era de primeira linha, os dubladores deram o melhor de si, as vozes couberam perfeitamente com cada ator, e esse conjunto de coisas simples, tanto no toque de gênio de Bolaños, como na simplicidade do estúdio com que os profissionais brasileiros trabalharam dando o seu melhor, fez essa fusão magnífica que faz a série Chaves ser eternizada até os dias de hoje, nunca perdendo seu humor, nem seu encanto, e muito menos sua genialidade.

 

Fontes: Fã-Clube Chespirito Brasil, Sbt, Maga, Estúdios Gábia, Wikipédia, Dulbanet, Marshmellow, Site Canal 8, Marta Volpiani, Programa do Ratinho.